
Porém, este não é o caso do
Raphael Montes, meu amigo dos tempos áureos do Orkut, de alguma comunidade
perdida sobre literatura policial, que por uma coincidência incrível (ou
destino) cursou Direito na mesma universidade em que eu passo a maior parte da
minha semana desde 2010, a Uerj.
Para falar sobre primeiro
romance,“Suicidas”, me inspirei em algumas críticas que ele mesmo recebeu de
conhecidos e outros escritores sobre seu primeiro lançamento oficial dentro
desse mundinho mágico que está no imaginário das pessoas, a literatura. E, após
ler com cuidado, para não respingar sangue no edredom, eu não poderia tirar
outra conclusão: Raphael é um escritor de verdade.
Em resumo, o livro aborda a
história de nove jovens da elite carioca, universitários e aparentemente
normais, que decidem dar fim à suas vidas no porão de uma velha casa de campo.
Quando as anotações de um dos participantes é encontrada pelas autoridades, um
círculo de mães das vítimas se forma para a leitura de um pequeno livro
abandonado entre os corpos e a arma que os liquidou, uma Magnum 608.
Por ser mais um apaixonado
pelo gênero, acredito que o romance acerta com destreza nos objetivos
propostos. Não podia ser melhor: um jogo da memória e recapitulação constante
dos fatos, em uma narrativa excitante e com personagens que se revelam passo a
passo e nos fazem desconfiar de nós mesmos, reavaliar o valor que damos para a
própria existência, como um átimo de segundo pode ser decisivo, e com
suposições minuciosas, confrontadas com explosões típicas do caráter de cada
personagem.
Como todo bom escritor,
Raphael consegue dar vida a personagens do nosso mundinho chato, que poderiam
cair na banalidade e se tornarem desprezíveis para a história. E fiquei ainda
mais chocado por perceber elementos da realidade universitária do autor, das
viagens de metrô e até mesmo de como é a vida de um aluno da Uerj. Raphael vai
ser o culpado agora de me fazer ver uma Ritinha perdida no hall de entrada da faculdade, ou quem sabe descer de escada até o
7º andar para procurar por algum tipo "Zak".
Para comprar "Suicidas", entre no site da Benvirá.
2 comentário:
teste
Li o livro. Infelizmente, não cheguei ao final. Já nas primeiras páginas, considerei cansativo e presunçoso. É bem estruturado, mas os capítulos longos, os diálogos chatos, foi uma leitura que não me prendeu. Contribui para a desistência da leitura, a extensão desnecessária do romance. O maior mérito, talvez, esteja mesmo na estruturação do trabalho. Apesar disso, repetindo, é cansativo e desinteressante.
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